quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

João e o pé de feijão

... Na verdade, não foi bem assim. A verdadeira história é desse jeito:
 
Naquele dia choveu e então nasceu o maior pé de feijão do mundo.
E João disse: Vou subir para ver o que tem lá em cima.
E ele subiu até chegar ao chão de nuvens.
E como haviam lhe contado, tinha sim, um grande castelo. Tão alto que não dava para ver o topo. Porém, diferente do que disseram, não havia ovos de ouro, todavia as ruas inteiras reluziam.
 Mas o gigante sim. Esse existia e era muito maior que qualquer coisa no mundo e não, não havia servos, porque o gigante dizia se tratar de “amigos meus”. Era assim que ele os chamava.
A tão esperada harpa falante também não apareceu, contudo havia uma harpa para cada “amigo meu” e eles faziam questão de tocar uma música que eles diziam se chamar “O som do coração”.
Como já imaginava, foi chamado para o jantar, mas não era a sobremesa. Era convidado ilustre. Então se sentou e ceou com eles.
A comida era de um sabor inacreditavelmente bom. Algo que jamais poderia ser encontrado na Terra.
 
O gigante disse:
- Na Terra não há nada como isto, no entanto os meus filhos comerão do melhor da Terra.
Filhos? De gigante? E na Terra?
Sim. Ele tinha filhos que há muito tempo estavam perdidos na Terra e não encontravam o caminho de volta. 
 
- Pelo tamanho não dá para perceber, mas o coração deles é de gigante e a força igualmente. – Disse o gigante.
Porém há uma forma de trazê-los. E o gigante deu a João umas sementes.
 João perguntou:
- De que são?
- São pés de feijão.
- Não é necessário. Já tenho um enorme.
 
- Mas meus outros filhos não.  Leve estas e espalhe pela Terra. Eu farei chover e crescerão os maiores pés de feijão do mundo.
Você já sabe como, então quando isso acontecer ensine meus filhos a subir para que eles também venham cear comigo.
E João desceu e espalhou as sementes. E choveu. E todos os filhos dEle o reencontraram e viveram felizes para sempre.
 
Autor:TSL

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

São detalhes.

Em uma campanha de King's Kids, em 2011, estava participando de uma trilha e se esperava que durante a trilha nós pudéssemos ouvir Deus de alguma forma.
Chegamos a um local íngreme e muito escorregadio, pois havia chuvido, e todos  se ajudavam a passar. Tentando ajudar uma pessoa a passar, acabou que quem caiu fui eu. Haha. Tentei me segurar em um galho que parecia ser forte, mas... As aparências enganam e ...Ele quebrou. Ainda na tentativa de me segurar para não cair (Tudo isso em questão de segundos) eu segurei numa pequena plantinha no chão. Era menor que a minha unha, mas devia ter raízes inacreditávelmente fortes, porque foi isso o que não me deixou cair.
Passei o resto da caminho me perguntando como aquela planta tão pequena pôde me sustentar. Fiquei realmente abismada com aquilo e enquanto me perguntava Deus respondeu:

- Porque, na verdade, são as pequenas coisas que sustentam muita coisa na nossa vida. Muitos dos nossos alicerces são detalhes. 


Aqueles valores mínimos que negociamos por achar que não farão falta, viram nossa vida de cabeça pra baixo. Eu mesma já passei pela experiência de negociar valores e acabar tendo que voltar no meio do caminho para concertar um "insignificante" detalhe, o que me deu muito mais trabalho do que daria ao, simplismente, cumprí-lo.
Assim como a simples atitude de não jogar lixo no chão pode concientizar as pessoas a não poluírem, um insignificante papel de bombom no chão pode influenciar para o contrário e as consequências são muito bem conhecidas, principalmente por nós brasileiros que ainda achamos que um papel de bombom no chão não vai mudar nada.
O mesmo acontece na vida cristã. Às vezes o que está errado nem é tão grande assim, talvez seja apenas um erro não perdoado, um perdão que não se teve coragem de pedir, um comentário que poderia ser evitado, um bom dia, etc.
Pare e pense em quantos valores você tem negociado e o quanto isso tem ifluenciado na sua vida e você verá  que foi a falta dos detalhes que comprometeu toda estrutura. Se possível, volte atrás e concerte e lembre-se de que, como me disse Deus, "Muitos dos nossos alicerces são detalhes".

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sem cerimônias

Eu lia Lucas 7:36-50 onde Jesus é convidado para comer na casa de um fariseu, mas é surpreendido por uma mulher que chora em seus pés, os lava com bálsamo e enxuga com os próprios cabelos. O fariseu, sabendo que era uma prostituta, questiona o poder de Jesus por não "reconhecer" que quem o tocava era uma pecadora, mas Jesus lhe diz: "Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta com suas lágrimas os regou e com seus cabelos os enxugou.  Não me deste ósculo; ela, porém, desde que entrei, não tem cessado de beijar-me os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta com bálsamo ungiu-me os pés. Por isso te digo: Perdoados lhe são os pecados, que são muitos; porque ela muito amou" (Lc 7: 44-47).
Isso me fez pensar sobre como tenho tratado Jesus dentro da minha casa. 
Jesus sempre foi bem-vindo no meu lar e tem liberdade pra fazer o que quiser. Sei lá. Tipo aquele amigo que a gente deixa abrir a geladeira, mudar o canal da tv,  deitar no sofá... Mas, às vezes, a gente acaba ficando tão acostumado com a presença daquele amigo que já nem oferece água ou o serve à mesa. 
Depois de ler isso chego a conclusão de que lágrimas, coração quebrantado, atenção atraem mais. Como foi com Marta e Maria. Deus preferiu a atenção de Maria à dedicação de Marta. (Lc 10:38-42)
Então de que adianta eu deixar Deus à vontade em minha casa, minha vida se me encho de cerimônias pra chegar até ele? De que adianta ter essa presença maravilhosa e não desfrutar dela?
Deus prefere que eu chore em seus pés, enxugue com meus próprios cabelos à ser servido pelos meus melhores banquetes.
Como você tem tratado Deus em sua casa?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

"Ossos do ofício"

Em Janeiro de 2009, eu tinha 15 anos e estava tendo uma das minhas primeiras experiências com missões. E, diga-se de passagem que, para as primeiras, aquelas foram muito mais grandiosas do que eu podia imaginar.

Em Barcarena durante uma campanha de King's Kids, usando a estratégia de dança, estávamos envangelizando pela primeira vez na cidade quando um homem bêbado se aproximou e começou a dançar conosco. O evangelismo pessoal era feito em pares, e, assim que a dança terminou, precisei procurar por meu parceiro e  o encontrei, justamente, conversando com aquele homem. Então me juntei a eles e começamos a conversar.
Ele contou de seu passado, do porquê estava ali. Resumidamente, a história é essa: Seu nome é Antonio. Ele sentia uma dor muito grande que nenhum médico podia curar e parecia que a única coisa que fazia a dor parar era beber. Então se transformou num alcoólatra e a bebida foi tomando conta da sua vida a ponto de não o deixar mais voltar pra casa por estar sempre bêbado e não lembrar o caminho de volta. Assim, faziam, se me lembro bem, quase 5 anos que não via sua família novamente.
Falamos sobre como Jesus podia curar a sua dor e ainda o levar de volta pra casa, mas já era hora de voltar para a igreja na qual estávamos alojados, então oramos por ele e nos despedimos.
Alguns dias depois fomos dançar em uma feira onde encontramos Luciano, um servidor do exército que estava de férias. Apenas conversamos. Não me lembro de chegarmos a falar de Deus pra ele, mas o convidamos pra jogar vôlei conosco na quadra onde jogaríamos durante todo o tempo que ficaríamos ali.
Já quase prontos para voltar quem encontramos??? Antonio! Ele estava um pouco mais sóbrio, mas ainda bêbado. Pediu o endereço da igreja em que estávamos hospedados e disse que iria nos visitar.
Os dias se passaram e chegou o domingo. Dia de culto para todos, mas folga para nós. Não fomos a igreja naquele dia, mas ao final do culto o pastor vem até nós e pergunta: "Quem de vocês convidou um Senhor chamado Antonio?". Eu e David, meu parceiro, nos apresentamos muito alegres por saber que ele tinha ido à igreja. E o pastor disse: "Festejem! Porque ele aceitou a Jesus hoje!". Ficamos super felizes pela notícia e ao decorrer da viagem ainda joagávamos vôlei com  Luciano, mas nunca falávamos de Deus pra ele.
No nosso último dia em Barcarena, voltamos à feira e quando íamos embora encontramos alguém muito parecido com Antonio. Sem barba, bem vestido e trabalhando. Era o Antonio!!! Sóbrio e parecendo muito feliz. Fomos falar com ele e enfim nos despedir quando ele disse: "Esperem. Quero apresentar umas pessoas a vocês." Já estávamos felizes e surpresos o bastante por ver a mudança drástica ocorrida em tão poucos dias e por saber que a dor havia sumido, no entanto ele ainda veio com uma notícia muito além das nossas expectativas.

"Vejam! Esta é minha esposa, esses são meus filhos e esses..." - Disse ele emocionado - "São os meus netos que eu não conhecia..."
Isso foi a coisa mais emocionante que eu vi até aquele dia. Ficamos extremamente felizes por tudo o que Deus fez na vida dele, por vê-lo atribuir tudo isso a Deus e ainda podermos fazer parte de algo tão importante pra ele e pra Deus.
E o Luciano???
À noite, quando nos despedíamos da igreja ele resolveu nos fazer uma visita surpresa e essa não foi a única surpresa que ele nos fez. Ele tabém aceitou a Jesus!
Me perguntei por milhões de vezes como isso pôde acontecer já que nunca falamos de Deus pra ele, mas hoje entendo que Deus tem milhares de formas de agir e uma delas é, simplismente, se mostrando através da nossa vida.
Deus se mostrando através de nós e, mesmo sem precisar, mudando e restaurando vidas através da nossa só me faz ter mais certeza de que missões é o meu caminho.
Ver acontecer coisas que fazem você se sentir vivo, útil, realizado, são ossos do ofício de obedecer ao chamado de Deus.
Deus quer te usar! E tem um chamado pra você também. Ouça e disfrute das maravilhosas experiências que isso pode te trazer!



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Saia da zona de conforto!!!


Em 2009 eu estava um acampamento no meio da selva. Era um momento reservado para falar com Deus, mas de uma forma que eu nunca havia tentado antes. Sem bíblia.
Achei que não conseguiria, mas descobri, nesse dia, mais uma das infinitas maneiras de Deus falar, de forma incrível e preciso compartilhar.
O Q.G todo era rodeado por uma mistura branca de cal e alho para espantar bichos peçonhentos e resolvi não ultrapassar esse limite para não correr riscos. Me sentei em um tronco no chão e ali começei a me esforçar para ouvir Deus. E nada acontecia...Mas algo me dizia para ultrapassar a área de proteção.
Não o fiz. Era muito mais seguro e confortável onde eu estava. Do outro lado era perigoso e eu teria que ficar em pé.
Fiquei ali, olhando para aquela linha branca no chão e mais uma vez...Ultrapasse!!!
E eu sai ainda sem saber direito porquê e pra quê eu estava fazendo isso. E então, imediatamente, Deus começou a falar.

"É hora de ultrapassar, Thais. Hora de sair da zona de conforto!"

Nesse dia, Deus, de forma decisiva, me chamou para fora. Não da área de proteção do Q.G, mas do seguro e confortável lugar que é a igreja.
É muito fácil se sentar em um banco todos os domingos, receber as bençãos e voltar para casa para viver uma vida em santidade no meio de cristãos. Mas Deus estava me chamando para encarar o que há além da porta de entrada da igreja, para um lugar onde viver em conformidade com a palavra é um desafio todos os dias, mas é possível. Para pedir bençãos por alguém além de mim e minha família, para enxergar os que ficam esquecidos enquanto pedimos orações por nós mesmos.

Me perguntei, naquele dia, e pergunto a todos vocês hoje: Em que zona você está? E em que zona estão aqueles que você pretende alcançar???
 
Matheus 5:14-16 diz: "Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma casa edificada sobre o monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador,e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao Pai que está no céu." e ainda em Marcos 2:17, ao perguntarem a Jesus o porquê de se sentar com pecadores Ele diz: "Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento."

O Senhor disse: "Ide e fazei discípulos!". Quem desejamos alcançar está fora da nossa zona de conforto e, talvez, você ainda não tenha ouvido Deus te chamar para fora dela.
Eu aconselho você a parar pra ouvir, se levantar do tronco e ultrapassar a área de proteção do Q.G.   
Porque VOCÊ é a luz do mundo que não pode ficar escondida!



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Migalhas

Estava lendo Mt 15:22-28 que conta a história de uma mulher que tinha uma filha doente e pede pra que Jesus a cure. Mas não pertence ao povo de Deus.
Bom, eu conheço um Deus amoroso, gentil e generoso, mas confesso que a resposta dEle, neste momento, me deixou de boca aberta:

-"Não convém jogar aos cachorrinhos o pão dos filhos."-

Imediatamente perguntei: - Deus??? Porque você foi tão rude???? - e continuei lendo.
A mulher não se deixou vencer por aquilo e insistiu dizendo:

-"Mas os cachorrinhos ao menos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos..."-

E Jesus disse: "grande é tua fé! Seja-te feito como desejas."

Jesus bem sabia que aquela mulher não desistiria por uma resposta rude e Ele adoraria ver a fé dela em ação.
Isso me fez entender aquela atitude, mas logo outro questionamento tomou o lugar.
- Deus, aquela mulher não era do seu povo, servia a outros deuses com certeza e você a abençoou mesmo assim. E não foi por misericórdia. A fé dela te moveu.
Se a fé é suficiente pra atrair tuas bençãos, porque você nos pede tantas renúncias? Qual a diferença entre a fé de um filho de Deus e a fé de um ímpio?????

E ele me disse: "A diferença está na resposta que ela me deu. Leia de novo!"

E eu li: "mas os cachorrinhos ao menos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos..."

"Meus filhos me obedecem e vivem a minha vontade que é boa perfeita e agradável, mas ela se contentou com apenas uma benção.Ela se contentou com apenas migalhas de tudo o que eu já sonhei pra ela.
Sabe... Eu queria fazer mais do que curar sua filha físicamente. Eu queria curar a alma,eu queria curar a família inteira e curar outras através deles.
A diferença é que  os meus filhos comerão 'o melhor desta terra', porque me ouvem (Is 1:19), sentarão à mesa comigo, mas os ímpios, enquanto se confortarem longe do Pai se contentarão com migalhas..."

Não se contente com migalhas. Deus tem uma comida muito melhor pra oferecer!

Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra.
Isaías 1:19
Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra.
Isaías 1:19
Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra.
Isaías 1:19


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Só um pouco mais de amor...

O que era mesmo???
...Acho que era uma reunião com os discípulos. A peculiar simplicidade dEle exibia-se em todos os cantos, nada parecido com um auditório ou qualquer lugar digno da presença de um rei, parecia mais um barracão aberto.
Ela andava por aí com coisas nas costas acompanhada de sua mãe, apenas andava... Pra algum lugar, não sei o que procurava, mas ela devia saber...Sua mãe apenas a seguia...
Dobrando a esquina, uma surpresa. Seus olhos fixaram-se atônitos na sublime imagem a frente. Ele a esperava...sentado, calmo e paciente, a esperava...
Não sei dizer o que sentia, surpresa é o mais próximo que posso chegar.
O tempo, gentil, pareceu parar para deixa-la refletir sobre o que estava acontecendo.
Ela queria aquilo mais do que tudo, um sonho... Mas sua mãe estava com ela. Chorar na frente dela não a deixava confortável, porém Ele sempre havia ensinado a sair da "zona de conforto".
Obediente aos ensinamentos e movida pela vontade de realizar um sonho, ela largou os fardos e esqueceu-se da presença da mãe, afinal era impossível estar diante dEle e não se comover com sua presença a ponto de dispir-se das suas próprias leves e momentâneas preocupações.
Agarrada às suas pernas ela chorou e amou com toda a intensidade que foi possível doar a este momento.
Ele, por amor até, amou-a apenas um pouco. Ela não aguentaria a infinitude do seu amor, pelo menos por enquanto...
Não sei bem como descrever. Não era amor de pai, nem de mãe, nem de irmãos, nem de casal, nem de amigo... no entanto era tudo isso e excedia a tudo isso.
Acho que por um ato de romantismo, mostrou-me o amor puro, como ele realmente é, só um pouquinho, de presente...
Mas eu acordei... No entanto persiste em mim a certeza de que Ele esteve comigo naquela noite e que um dia estará comigo eternamente...